Blog destinado à comunicação entre CRF e funcionários da Fundação Florestal

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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O CRF vem esclarecer alguns fatos referentes aos rumores da transferência de local de trabalho dos funcionários sediados no Horto Florestal.

Durante a visita do recém empossado Secretário Estadual de Meio Ambiente, Ricardo Salles, membros do CRF tiveram a oportunidade de expor uma carta e apresentar algumas instalações, o salão da Diretorias Técnicas e o prédio da DAF. O Secretário também visitou diferentes instalações do IF e infelizmente não visitou, ainda, a casa 32, onde as condições laborais estão há certo tempo inadequadas e insalubres (para não dizer péssimas).

Na reunião convocada pelo DE no último dia 9, também com intenção de sanar boatos de que o Secretário pretende transferir a sede da FF para outro endereço, o Diretor Executivo - Dr. Paulo Santos Almeida, informou que uma das primeiras iniciativas do Secretário foi, de fato, iniciar um estudo para melhoria da eficiência da gestão pública da SMA, na qual entre as propostas em análise está a possibilidade de transferência dos órgãos - IG, IF, FF - para outro endereço, a fim de que melhor se integrem.

Ocorre que, por maledicência ou falta de informação, alguns funcionários têm atribuído tal fato às ações do CRF. É evidente a inexistência de qualquer fundamento nessa afirmação.

Diante do exposto, esclarecemos aos funcionários que, nesse processo, o CRF nada mais fez do que cumprir seu papel em busca de melhores condições de trabalho para todos.

É preciso evidenciar ainda que a situação em que nos encontramos é reflexo da falta de compromisso, do desrespeito com os funcionários, e do descaso com a instituição. Situação essa que esperamos seja revertida pelo Secretário.

Por fim, seja qual for a situação que se apresente, o CRF continuará em busca das melhores condições de trabalho para os funcionários que dedicam suas vidas para a instituição e seguem firmes na batalha.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

NOTA PÚBLICA SOBRE O PL 249/2013 – CONCESSÃO DE PARQUES ESTADUAIS

No mês de junho foi aprovada na ALESP a lei que autoriza a concessão de 13 Parques Estaduais administrados pela Fundação Florestal.

Por mais que este CRF tenha buscado pouco se posicionar sobre o assunto, que era considerado irrefreável no Legislativo, após diversas manifestações, reportagens e entrevistas sobre o tema, optamos por esclarecer alguns pontos.

1) Apesar de parecer óbvia a impossibilidade de exploração florestal no interior de Unidades de Conservação (UCs) de proteção integral, a lei equivoca-se ao tratar da mesma forma os dois assuntos distintos que são os serviços de ecoturismo e a exploração florestal;

2) A relação das unidades de conservação passíveis de concessão causa estranheza. Sua lista apresenta áreas que não são UCs propriamente ditas, como PESM (núcleo São Paulo) e Caminho do Mar;

3) Se é verdade que hoje a capacidade de atendimento ao visitante nas áreas protegidas do Estado é deficiente, é preciso esclarecer que trata-se de condição criada pelos sucessivos atos de sucateamento das instituições que fazem gestão das UCs pelas consecutivas ações do governo estadual. Não tem sido por falta de alerta, já que constantemente este Conselho tem enviado cartas à Diretoria Executiva da FFF, e publicado estudos/ documentos sobre o reduzido quadro de funcionários e a precariedade das condições de trabalho, que tornam nossas Ucs cada dia mais vulneráveis às ações de degradação ambiental. Para relembrarmos um aspecto desse problema, hoje (14/06/2016), a Fundação Florestal, responsável pela gestão de 94 UCs, que abrangem cerca de 18% do território paulista, possui apenas 55 guardas-parques. Pode parecer brincadeira, mas a figura desse funcionário tem um simbolismo forte, sendo destacada em todo o mundo como um importante ator na gestão de Áreas Protegidas. No entanto, no estado mais rico do país, este profissional qualificado tem sofrido constrangimentos diariamente, com retrocessos, inclusive salariais (atualmente o responsável por fiscalizar caçadores, palmiteiros, orientar visitantes etc. recebe o ínfimo salário de R$880,00- menor que o salário mínimo paulista).

4) Outro aspecto que merece destaque em relação às concessões é a visão limitada de que sua aprovação resolverá os gargalos da gestão das UCs. Se por um lado as concessões parecem significar um avanço, contrariamente tendem a ser ineficazes na medida em que veem desacompanhadas de outras ações articuladas -administrativas, técnicas e políticas. Se é verdade que precisamos adequar as condições dos serviços de ecoturismo, é também realidade o dever do Estado em assumir sua obrigação constitucional em garantir as condições adequadas para que as UCs cumpram seus objetivos ecológicos e sociais de conservação da sociobiodiversidade. De acordo com dados obtidos, no ano de 2014, as unidades de conservação PE Cantareira e PE do Jaraguá receberam 150 mil e 600 mil visitantes, respectivamente. Certamente, os maiores percentuais de visitantes controlados no Estado. Esses números são irrisórios quando estamos na maior metrópole da América Latina, com mais de 22 milhões de habitantes, que ainda recebe um grande volume de turistas nacionais e estrangeiros. Essas Ucs poderiam ser os polos difusores de informações para as demais unidades do Estado, aumentando o percentual de visitantes em alguns milhares - por exemplo, os cerca de 30 mil visitantes do PE Caverna do Diabo.

5) Frequentemente ouvem-se comparações entre parques paulistas, brasileiros em outros países, especialmente os EUA. Se, por um lado, é verdade que as concessões funcionam em outros países, por outro lado é necessário constatar que nesses exemplos o Estado cumpre e exerce sua obrigação fundamental na gestão das Áreas Protegidas, disponibilizando funcionários capacitados e condições de segurança adequadas aos seus visitantes. Além disso, se hoje existe uma cultura de visitação às áreas protegidas em diversos países, ela é resultante de um compromisso, permanente, contínuo, na construção dessa cultura.

6) Ao mesmo tempo, deve-se ter em mente que as concessões não podem ser vistas como uma estratégia de desoneração do Estado. Isso porque os benefícios e os serviços que o meio ambiente protegido oferece à sociedade são inúmeros e expressivos. Para citar um dos mais significativos: 60% da agua captada para abastecimento público no Estado de São Paulo depende, direta ou indiretamente, das áreas protegidas. Portanto, é necessário que os governantes compreendam que a administração pública está em déficit com essas áreas, na medida em que desvalorizam e esvaziam o funcionamento do Sistema.

Para isso, precisamos planejar nossas ações. Concessões isoladas associadas ao já conhecido abandono e letargia do Estado não nos parece um caminho que permita comemorar o início desse processo de mudança comportamental.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Protocolado documento com recomendações para contratação de gestores

Desde a sua eleição, este CRF vem demonstrando sua preocupação com a função de gestor das Unidades de Conservação paulistas. Tal aspecto foi, inclusive, mencionado na carta entregue ao governador, em dezembro de 2014.

Nesse sentido, buscando promover a reflexão de temas técnicos e ampliar a participação dos funcionários em questões importantes para a conservação e gestão das UCs, o CRF-FF se propôs a debater as seguintes questões: “Existe um perfil ideal de gestor de Unidade de Conservação? Quem é o gestor que queremos para nossas unidades? ”

Tal discussão ocorreu no âmbito do projeto Recomendações Técnicas, desenvolvido pelo Conselho.

O documento gerado apresenta uma série de recomendações e sugere que a Fundação Florestal adote critérios para a seleção e contratação de gestores de unidades de conservação.

A Recomendação foi protocolada à presidência do Conselho Consultivo do SIGAP e aos dirigentes da Fundação Florestal (Presidente, Diretor Executivo, Diretor Administrativo e Financeiro, e Gerente de Recursos Humanos).

Trata-se de uma importante referência para que os órgãos ambientais paulistas definam critérios públicos, transparentes e responsáveis para indicação e seleção de pessoal para a função de gestor de UC, tendo como base a qualificação técnica e a experiência na área, de modo a coibir conveniências político-partidárias e interesses escusos à conservação.

Acesse aqui o arquivo digital.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Funcionários participam de Assembléia do SINTAEMA










Funcionários da Fundação Florestal reuniram-se em Assembléia, no dia 26 de outubro, na Sede do SINTAEMA/SP, para discutir a campanha salarial e outros assuntos de interesse dos trabalhadores.

Confira a matéria completa no site do Sindicato:
http://sintaemasp.org.br/noticias/fundacao-florestal-na-luta-pela-valorizacao-dos-trabalhadores

Estamos Juntos na Luta pela Valorização dos Trabalhadores!!!

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A gota... ou melhor... o balde d’água fria

É com pesar que constatamos no Diário Oficial de sexta-feira, 4 de setembro de 2015, a recontratação do dentista Carlos Scandiuzzi para o cargo de chefe de unidade de conservação da Fundação Florestal.

Esse mesmo dentista foi denunciado pela reportagem do Estadão como um dos casos de aparelhamento político da nossa instituição.

Para alívio imediato, nesta quinta-feira, saiu a publicação no Diário Oficial da rescisão contratual. Menos mal que o erro tenha sido corrigido.

Entretanto, esse episódio causa desmotivação e descrédito dentro da instituição, pois após um período conturbado, acreditamos que essa nova gestão aparentava estar preocupada com critérios para contratação de funcionários.

É sabido que a admissão de um funcionário percorre (ou deveria percorrer), no mínimo, três setores da Fundação Florestal, a saber:
  1. Diretoria Regional/ Gerência – que seleciona o funcionário mais apto a assumir a gestão de uma UC;
  2. Diretoria Administrativa- financeira / Gerência de recursos Humanos – que solicita documentação entre outros trâmites administrativos, e analisa a contratação;
  3. Diretoria Executiva – que concorda e efetiva a contratação.
Em uma análise simplista, após esse fato, fazemos as seguintes perguntas:
  1. Nesses diferentes setores não foram identificados os problemas tão evidentes nessa recontratação?
  2. O Diretor Executivo não foi alertado do histórico estritamente político do cidadão, para um cargo que deveria ser essencialmente técnico?
Temos aqui um grave problema estrutural dentro da instituição, que como pudemos observar, independe das boas intenções de quem ocupa a cadeira de Diretor Executivo, podendo ser efetivamente corrigida apenas com a institucionalização de critérios para a contratação de cargos comissionados.

Não é à toa que os funcionários incluíram em sua Campanha Salarial o eixo 4, que reivindica: definição de critérios técnicos, públicos, transparentes e responsáveis para a contratação de cargos comissionados.

Após esse tapa na cara de todos os funcionários que ainda acreditam na instituição, já era hora da direção da Fundação Florestal assumir uma postura mais propositiva em relação à esse item, que não depende de orçamento ou recursos financeiros para implantação.

Depende apenas de um posicionamento firme e diligente, com o qual estamos dispostos a colaborar.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade quebra recorde de mudanças de gestores

Dados obtidos e analisados pelo CRF mostram que a única Floresta Estadual administrada pela FF, Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade (FEENA), sofreu mais de 10 mudanças nos últimos 5 anos, o que representa uma média de permanência de menos de 8 meses entre cada passagem de gestor. A última mudança ocorreu no dia 6 de agosto, através da Portaria FF nº 128, de 5-8-2015, que nomeou o Sr. Gabriel Ribeiro Castellano para a função de gestor da UC.

Essas informações revelam um lado preocupante sobre a gestão das UC em São Paulo: a inexistência de estratégias para garantir a estabilidade do gestor na sua função, seja em cargos de comissão ou permanente, algo que causa enormes danos para a gestão.

O atual modelo revela que o formato de contratação não garante as condições mínimas para a realização deste trabalho, que envolve a necessidade e o estabelecimento de relações de confiança, aprendizagem e conhecimentos específicos. Além disso, coloca o funcionário em situações de fragilidade profissional quando da necessidade de posicionamentos conflituosos, como em casos de licenciamento ambiental, por exemplo.

É por isso que o CRF vem solicitando mudanças estruturais que garantam as mínimas condições de trabalho a esses trabalhadores, que cumprem uma das mais importantes funções no processo de gestão de UC.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Resultado da pesquisa “O seu futuro na Fundação Florestal” é preocupante

Desde o dia 13 de agosto de 2015 está no ar uma pesquisa online sobre o futuro profissional na Fundação Florestal, realizada pelo CRF. Especificamente, a pesquisa busca traçar um panorama sobre quantos funcionários da FF pretendem prestar outros concursos de órgãos ambientais, esvaziando ainda mais a Fundação e possibilitando a migração para instituições federais e outras que venham oferecer condições mais dignas de trabalho. A pesquisa foi lançada no post Extra, extra... concurso à vista!!!

De acordo com os resultados, TODOS os participantes (22) afirmaram que sairiam da Fundação Florestal caso aprovados em outros concursos.

Desse total, 90% trabalha há menos de 5 anos na instituição e a maioria pretende participar dos concursos do IBAMA, ICMBio e MMA, previstos para 2016.

Alguns participantes da pesquisa, porém, demonstraram interesse em continuar na FF, sendo necessário, para isso, que as condições de trabalho melhorem.

O resultado da pesquisa reforça aquilo que o CRF vem procurando demonstrar, reiteradamente e através de informações claras, aos interessados em criar e fortalecer um Sistema de Gestão de Áreas Protegidas Paulistas: a conservação ambiental passa, necessariamente, pela valorização profissional e construção de uma instituição sólida.

Esperamos que a Direção da FF, a Secretaria do Meio Ambiente estadual e o Governo do Estado estejam atentos a essa situação e mobilizem esforços para mudar este quadro nada animador.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Conversas sobre o PL 249/13 aconteceram no litoral norte

Manifestações no município de Ubatuba
Aconteceram, durante essa semana, duas Rodadas de Conversa no litoral norte de São Paulo, especificamente em Ilhabela e Ubatuba, sobre o Projeto de Lei nº 249/2013, que concede áreas de unidades de conservação para a iniciativa privada.

O CRF recebeu informações de que as reuniões envolveram debates intensos sobre o tema, especialmente porque nesses municípios as Unidades de Conservação possuem grande importância para o turismo (veja texto publicado no site InforMar Ubatuba).

Essas discussões, que deveriam ser estimuladas nas instituições que fazem parte do Sistema Ambiental Paulista, como a Fundação Florestal, além de outras localidades, são momentos muito importantes para que o governo estadual esclareça qual projeto possui para as unidades de conservação paulistas. Projeto esse que, frise-se, está muito além das concessões.

Isso porque, aprovar a concessão de serviços relacionados ao uso público (como se veiculou nas rodadas de conversa, mas que não é o que se encontra no projeto de lei) não resolverá os problemas estruturais enfrentados pelo importante patrimônio ambiental paulista que é protegido pelas UC.


O CRF tem alertado os dirigentes sobre essas questões, apontando possíveis soluções, com destaque para a valorização dos funcionários.

Apenas para citarmos um exemplo, a remuneração inicial de um guarda-parque da Fundação Florestal, hoje, é de apenas R$ 788,00 - valor menor que o Piso Salarial Regional do Estado de São  Paulo, que é hoje de R$905,00 (criado por Lei 12.640/2007).

Em todo mundo essa função possui grande importância nos Sistemas de Áreas Protegidas. No entanto, em SP, a Fundação Florestal possui pouco mais de 50 funcionários atuando nessa função (apesar das UC cobrirem cerca de 18% do território do Estado).

Nesse sentido, a realização de concurso público é premente. Mas, para isso, é preciso que, antecipadamente e com planejamento, inicie-se a valorização desta e de outras carreiras existentes na FF - através de um piso salarial menos defasado e de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários.

O CRF parabeniza os participantes das Rodadas de Conversa que demonstraram sua preocupação com esses importantes territórios e se coloca à disposição para contribuir com o debate.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Concurso de 2010 - a esperança de um futuro... #sqn

Concurso Fundação Florestal - 2010... a esperança de um futuro promissor trabalhando junto a um dos mais (se não o mais) importantes Sistema de Áreas Protegidas do país!!!

Infelizmente não foi bem assim. De acordo com informações obtidas pelo CRF, das 117 vagas ofertadas, 33,33% estão ociosas. Pior: dessas 39 vagas, 28 nem sequer foram preenchidas, sendo que as outras 11 foram perdidas por desistência dos funcionários (veja quadro ao lado). Como explicar esse fenômeno?

Um dos problemas reside no baixo piso salarial da Fundação Florestal. Em qualquer instituição, um salário inicial baixo gera descontentamento e desmotivação dos funcionários, ao longo do tempo. E na Fundação isso só se agrava, dado que o piso é risório. O resultado, perverso para a instituição e para a conservação ambiental, é a saída dos funcionários, gerando alta rotatividade e até a perda das vagas. Foram diversos os casos, entre técnicos e analistas, que desistiram da vaga após serem aprovados em outro concurso.

Outro problema relacionado ao piso salarial baixo é o círculo vicioso que esse fato gera. Imagine se tivermos a perspectiva de realização de novos concursos - algo extremamente necessário - com esses salários? Não seria mais adequado e coerente resolver a situação atual do quadro de funcionários, valorizando-o e o adequando às características do mercado e de outras instituições públicas? Realizar novo concurso, sem ajustar o piso salarial, só irá repetir e agravar o problema, gerando mais esvaziamento e decepções com a instituição.

Se você tiver algum material que pode contribuir com esse debate, por favor, encaminhe para crf.florestal@gmail.com

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Extra, extra... concurso à vista!!!

Extra, extra...


Como tem sido circulado entre os funcionários, está prevista para o próximo ano a realização de concursos para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) e o para o Ministério do Meio Ambiente (MMA). As instituições encaminharam pedidos de concursos ao Ministério do Planejamento, totalizando 1.222 vagas em cargos dos níveis médio e superior. De acordo com as informações, as remunerações iniciais chegam a R$7.675,45.

Segundo o blog "euvoupassar", o Ibama solicitou 680 vagas, sendo 500 para analista ambiental e 180 para analista administrativo, funções que exigem nível superior. Já o ICMBio pediu 422 vagas, sendo 312 para a primeira função, 40 para a segunda, além de outras 90 para técnico administrativo, que requer o nível médio. O MMA também pretender abrir 100 vagas na função que exige o ensino médio. Para a vaga de técnico, o vencimento inicial é de R$3.627,72. Já para os analistas, os rendimentos iniciais são de R$7.675,45. Ambos somados o auxílio-alimentação de R$373.

O que acham da proposta? Diferente das condições atuais da Fundação Florestal? Esse é um dos motivos que fazem o CRF ressaltar, constantemente, a necessidade de valorização dos servidores. Somente dessa forma será possível manter e fortalecer uma rede de conhecimentos sobre as UC paulistas. Sem isso, a instituição corre sério risco de perder um número ainda maior de profissionais que escolheram (ou podem no futuro escolher) atuar no Sistema Ambiental Paulista. Se a Fundação Florestal não repensar a forma de valorizar seus funcionários, quantos funcionários perderemos para as instituições federais e outras que vierem a oferecer condições mais dignas de trabalho?

Contribua com a pesquisa para sabermos quantos funcionários poderão deixar a FF no próximo ano.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Por que vestimos coletes?

O que é, o que é, um pontinho verde andando pelo Horto Florestal? Se você já viu essa cena, certamente deve ter se perguntado: por que será que esse pessoal está usando um colete verde fluorescente?

Não, não, o colete não é um adereço ou vestimenta para andar de bicicleta durante à noite. Ele é, na verdade, uma das estratégias adotadas pelos funcionários da Fundação Florestal para mostrar que estamos em Campanha Salarial.

Campanha salarial que passa pelas questões financeiras, sim, mas vai muito além! Defendemos a valorização e o respeito aos funcionários da Fundação Florestal porque, dia após dia, doamos grande parte de nossas vidas para construir e fortalecer do Sistema de Gestão de Áreas Protegidas do Estado de São Paulo, que ficou completamente abandonado nos últimos anos. E se é verdade que não temos todas as respostas para alcançar um Sistema de Áreas Protegidas eficaz, uma coisa é certa: não há sistema ou instituição séria que se sustente sem pessoas comprometidas, valorizadas e capacitadas.

Por isso, se você, funcionário da Fundação Florestal, ou simpatizante, concorda e quer participar dessa Campanha, está convidado a adquirir seu colete.

Porém, não basta adquirir! É preciso usar, explicar, falar sobre o assunto!!! Somente dessa forma poderemos conquistar algum avanço!!!

O colete custa R$ 10,00 (preço de custo) e pode ser encomendado pelo e-mail crf.florestal@gmail.com.

Participe e ajude a construir uma instituição forte e reconhecida! Só assim garantiremos a sobrevivência e a real implementação das Unidades de Conservação paulistas.




sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O almoço nosso de cada dia...que dificuldade!

Pesquisa realizada em março de 2015, divulgada e encomendada pela ASSERT- Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador -, demonstrou que o preço médio da refeição diária é de R$ 27,76. Esse valor corresponde ao almoço praticado por estabelecimentos comerciais na região sudeste, incluindo informações do interior, litoral, capital e região metropolitana de São Paulo.

A Fundação Florestal, por sua vez, paga o valor de, apenas, R$ 14,30/dia (ou R$314,60/mês) para alimentação de seus funcionários, que denota a grande defasagem do benefício que recebemos!

Considerando esses dados, o CRF apurou que, mensalmente, os funcionários da FF  precisam arcar com R$ 296,12 do seu próprio salário para se alimentar durante sua jornada laboral...

Para alguns poucos casos, esse valor pode não significar muito. Porém, para a maioria, esse valor é significativo. Por exemplo, para os cerca de 43 funcionários, entre técnicos, agentes e guardas-parque concursados, que receberam um salário inferior à R$ 900,00 em junho de 2015, esse valor corresponde a cerca de 1/3 dos seus salários - vide dados do Portal da Transparência de SP!!! É isso mesmo: 1/3 do salário mensal para se alimentar!!! Um absurdo, não???

É por esse motivo que o Sintaema, com o apoio do CRF, solicitou na Pauta da Campanha Salarial 2015 o valor de R$ 37,00 (trinta e sete reais) para o vale-refeição. Contudo, em que pese a preocupação demonstrada pelo Diretor Executivo com o valor irrisório do vale, e de sua tentativa em aumentar o atual valor, a resposta foi desanimadora. Vemos, assim, a atenção e prioridade dadas à saúde, bem estar e qualidade de vida dos trabalhadores da Fundação Florestal pelo Governo do Estado.

Confira na tabela abaixo a defasagem:

Valor da Pesquisa
Valor Pago pela FF
Diferença
R$ 27,76 /dia
R$ 14,30 / dia
R$ 13,46 / dia
R$ 610,72 / mês
R$ 314,60 / mês
R$ 296,12 / mês

Veja link da pesquisa abaixo.

https://drive.google.com/file/d/0B_qsXZIGo8u_OGlPS1ZXNWtxUEU/view

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

CRF agenda reuniões com Diretor Executivo

No dia 14 de julho o CRF protocolou carta na Diretoria Executiva visando solicitar uma reunião para apresentação dos trabalhos desenvolvidos pelo Conselho, além de um calendário de reuniões para estreitar a relação com a Diretoria.

Nesse sentido, o Dr Luís Fernando Rocha respondeu prontamente à solicitação, informando que as reuniões serão mensais, conforme previsão abaixo:
  1. 05/08/2015 às 15h30
  2. 02/09/2015 às 15h30
  3. 07/10/2015 às 15h30
  4. 04/11/2015 às 15h30
  5. 02/12/2015 às 15h30
Para a primeira reunião, que ocorreu ontem (dia 05 de agosto de 2015), foi estabelecida a seguinte pauta: 1) Apresentação e discussão da Campanha Salarial 2015, conforme os eixos estabelecidos.

Na reunião os integrantes do CRF fizeram uma apresentação ao DE (que pode ser visualizada aqui), na qual demonstraram os motivos, informações e constatações que culminaram na definição dos eixos. Também foi ressaltada a importância de se levar adiante a sua implantação e consequências negativas como a desmotivação e evasão dos funcionários.

Luís Fernando mostrou-se sensibilizado com as solicitações e afirmou que já vem buscando encaminhar alguns pleitos, entre eles:

- Reajuste do vale refeição;

- Reposição salarial de 7%;

- Concurso público para guardas-parques e função de gestor de UC.

O CRF avalia que essas ações são importantes e demonstram o compromisso assumido pelo Diretor durante sua posse. No entanto, ressalta que apenas a reposição salarial de 7%, bem como a perspectiva de abertura de concurso sem a implantação de um piso salarial decente e condizente com os valores de outras instituições públicas, somente ocasionará um aumento das desigualdades salariais existentes na FF, persistindo o cenário de desmotivação, esvaziamento e consequente enfraquecimento da instituição.

Também participou da reunião José Toledo Marques Neto, Diretor Administrativo e Financeiro.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Por que pedimos um Plano de Cargos Carreiras e Salários?

Na imagem de hoje, explicamos porque é necessária a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários da Fundação Florestal.



quinta-feira, 16 de abril de 2015

Entrega da Pauta de reivindicações dos trabalhadores da Fundação Florestal – Período 2015/2016

Aconteceu na terça-feira, dia 14 de abril, a entrega da Pauta de reivindicações dos trabalhadores da Fundação Florestal – Período 2015/2016 para o senhor José Toledo Marques Neto - Diretor Administrativo e Financeiro da FF.

Participaram da reunião os diretores do Sintaema, Ademir Lourenço Junior (que também integra o CRF) e Luiz Carlos Pignagrandi (Pinhé), os integrantes da Comissão Executiva do CRF, Maria Beatriz Louvison (Coordenadora) e Hélio dos Santos, e o gerente de recursos humanos da FF, Plínio Lourenço Peixoto.

A pauta completa pode ser visualizada clicando aqui.

Apresentamos abaixo algumas prioridades estabelecidas durante a Assembléia que aprovou as reivindicações:

Piso Salarial: diante da defasagem salarial dos funcionários em cargo permanente da Fundação Florestal, especialmente em relação aos valores ofertados pelo mercado e por outros órgãos da própria Secretaria Estadual de Meio Ambiente, os pisos salariais serão de:


Cargo
Piso salarial (R$)
Agente de recursos ambientais
1.840,00
Guarda-parque
1.840,00
Técnico de recursos ambientais
2.948,00
Analista de recursos ambientais
5.800,00

Plano de Cargos, Carreiras e Salários: implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, criando condições para que os funcionários permaneçam na instituição, gerando e perpetuando uma rede de conhecimento sobre as UC;

Realização de concurso público: equacionamento da carência de recursos humanos através de concurso público, garantindo que cargos de confiança em funções executivas, especialmente aqueles de Chefe de Unidade, sejam preenchidos por funcionários concursados;

Cargos de comissão: definição de critérios públicos, transparentes e responsáveis para a indicação dos cargos em comissão, tendo como base a qualificação técnica e a experiência na área, de modo a coibir conveniências político partidárias e interesses escusos à instituição.

Durante a reunião foi relembrado aos representantes da Fundação Florestal  campanhas recentes, como aquela durante a gestão passada, em 2013, quando recebemos um índice inferior ao da inflação, que só foi sancionado em janeiro de 2014.

Respeito é bom e todo trabalhador merece!!!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Diretora Executiva recebe integrantes do CRF

A nova DE da Fundação Floresta, Dra. Lídia Helena Ferreira da Costa Passos, recebeu na tarde desta terça-feira (10 de fevereiro), 04 integrantes do CRF. Na oportunidade o CRF ofereceu à diretora uma muda de palmeira juçara (Euterpe edulis), árvore símbolo da conservação e desenvolvimento sustentável nas UC paulistas.

Entre os assuntos citados pelos conselheiros podem se destacar: a previsão da existência do Conselho na Constituição Estadual; o processo de reestruturação e eleição da Gestão 2014/2016 do CRF; a necessidade de apoio da direção para fazer cumprir o Estatuto do Conselho, inclusive com a liberação e apoio ao deslocamento dos conselheiros de outras regiões para reuniões mensais.

Também foram elencadas algumas atividades que o CRF desenvolveu, tais como a elaboração de Carta Aberta ao Governador e a estruturação de canais de comunicação, como por exemplo, o blog.

Quando questionados pela Diretora sobre quais temas consideravam prioritários dentre os itens elencados na Carta enviada ao Governador, a Coordenadora Executiva do CRF, Maria Beatriz Louvison, destacou a necessidade de implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários. Foi informado que existe um Plano aprovado em 1998 pelo Conselho Curador da Fundação e que o mesmo necessita ser atualizado diante das novas características da instituição (Consulte aqui o Plano).

De acordo com estudo preliminar realizado pelo Conselho foi verificado que existe a necessidade imediata de equiparar os salários da FF aos de outras instituições (veja quadro comparativo), a fim de estimular a permanência dos funcionários na função em que foram aprovados em concurso público. A Diretora afirmou que pretende promover uma discussão sobre o tema envolvendo o CRF no debate.

Outro tema destacado pelos conselheiros foi a necessidade de se regularizar os cargos em comissão na função de Chefe de Unidade, pois, de acordo com o Portal da Transparência existem funcionários que ocupam esses cargos, mas atuam em outras áreas ou instituições.

Por fim, a Dra. Lídia e CRF se colocaram à disposição para trabalhar de forma cooperativa no sentido de contribuir para que os objetivos da Fundação Florestal sejam alcançados com transparência e efetividade.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

FF tem novos diretores e velhos desafios

Foi publicado no Diário Oficial (veja na página Deu no DO) os nomes de José Toledo Marques Neto, junto à Diretoria Adjunta Administrativa e Financeira, e Luiz Ricardo Viegas de Carvalho, para responder pelo expediente da Diretoria Adjunta para Baixada Santista, Litoral Norte, Vale do Paraíba e Mantiqueira.

O CRF deseja boas vindas aos Diretores e, diante dos inúmeros desafios que a instituição terá de enfrentar, coloca-se à disposição para contribuir com a nova gestão.

No caso do Sr. Toledo, especificamente, podem ser citados como desafios urgentes a regularização dos cargos em comissão da instituição, com destaque para a função de Chefe de Unidade. O CRF apurou, com base em informações disponíveis no Portal da Transparência (dezembro/ 2014), que existe um déficit atual de cerca 29 UC sem um gestor designado especificamente para sua gestão. Ao mesmo tempo, 51 funcionários acumulam a gestão de duas ou mais UC.

Ao se verificar a relação dos agentes públicos da Fundação Florestal nesta função, constatou-se que cerca de 20% dos cargos de Chefe de Unidade estão ocupados por profissionais designados para cumprir outras funções, inclusive em outras instituições.

Outro aspecto que merecerá atenção será a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários da Fundação (existe uma versão aprovada na 19ª Reunião Extraordinária do Conselho Curador - maio de 1998 - veja o documento em http://goo.gl/OO82u9). Em estudo preliminar no qual foram analisadas as remunerações iniciais e finais, médias salariais e valores pagos no mercado e em outros órgãos públicos, o CRF verificou que os funcionários em cargo/função permanente da FF (Agentes de Recursos Ambientais, Guarda-Parques, Técnicos e Analistas de Recursos Ambientais), possuem salário muito inferior ao praticado em outros locais.

O problema não se resume, contudo, ao baixíssimo piso salarial. A ausência de um instrumento para progressão funcional/salarial tem contribuído não só para a desmotivação de todo o quadro funcional, mas também tem levado a perda de valiosos funcionários aprovados em concurso público – em alguns casos, os aprovados em concurso nem sequer assumem a vaga. Como exemplo deste quadro, podemos citar ainda a existência de 88 cargos permanentes vagos, conforme informação obtida em fevereiro de 2015 no Portal da Transparência.

Veja no link a tabela com as comparações salariais realizadas pelo CRF (http://goo.gl/kqfgMt).

Esses são alguns dos aspectos que o CRF pretende pautar junto à Direção da FF no sentido de construir uma instituição forte, que valorize e respeite seus funcionários, podendo assim cumprir sua missão.