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quarta-feira, 16 de março de 2016

CARTA CRF Nº 003/2016 - Ref.: SUCESSÃO NA DIREÇÃO DA FUNDAÇÃO FLORESTAL

CARTA CRF Nº 003/2016               São Paulo, 11 de março de 2016

PARA:

Excelentíssima Secretária Patrícia Iglecias
Excelentíssimos Membros do Conselho Curador da Fundação Florestal
Excelentíssimos Membros do Conselho do SIGAP

Ref.: SUCESSÃO NA DIREÇÃO DA FUNDAÇÃO FLORESTAL

Prezado(a)s Senhore(a)s,

Considerando:

·             a decisão do Supremo Tribunal Federal do dia 9 de março de 2016, que proíbe procuradores e promotores do Ministério Público de ocuparem cargos públicos no Poder Executivo, exceto para exercer a função de professor, e tendo em vista que, de acordo com notícia veiculada pela Folha de São Paulo, essa regra “terá impacto em vários governos estaduais e municipais" (http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/03/1748149-maioria-do-stf-vota-para-anular-nomeacao-de-novo-ministro-da-justica.shtml);

·             que houve impacto imediato no Estado do Mato Grosso, conforme notícia veiculada pelo jornal “Olhar Jurídico”, às 18:37 (http://www.olhardireto.com.br/juridico/noticias/exibir.asp?noticia=votacao-do-stf-tira-tres-secretarios-de-mt-taques-diz-que-decisao-se-cumpre&id=31398);

·             o teor da decisão que enfatiza que “ao exercer cargo no Poder Executivo, o membro do Ministério Público passa a atuar como subordinado ao chefe da administração. Isso fragiliza a instituição, que pode ser potencial alvo de captação por interesses políticos e de submissão dos interesses institucionais a projetos pessoais de seus próprios membros” (Gilmar Mendes), como visto na notícia do site do Supremo Tribunal Federal, em 09/03/2016 (http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=311720);

·             a notícia do mesmo jornal Folha de São Paulo, as 21h21, de que “...um dirigente da Fundação Florestal, ligada à Secretaria do Meio Ambiente, que já pediu demissão" (http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/03/1748215-decisao-do-stf-sobre-ministro-da-justica-desfalcara-8-governos-estaduais.shtml)

O Conselho de Representantes dos Funcionários da Fundação Florestal, entendendo que o atual Diretor Executivo, Luis Fernando Rocha, deverá se desligar de sua função nesta instituição, caso opte em permanecer em seu cargo de Promotor no Ministério Público, vem à presença de V.Sas. solicitar o que segue, levando em conta o trâmite processual necessário à nomeação do novo Diretor Executivo pelo Sr. Governador do Estado:

·             que os candidatos tenham, obrigatoriamente, em seu perfil, além de capacidade técnica reconhecida na área socioambiental, características como habilidade gerencial, espírito público e democrático, abertura ao diálogo, compromisso com a conservação das áreas protegidas e com o fortalecimento institucional, bem como, experiência na Administração Pública;

·             que os funcionários possam participar na composição da lista tríplice a ser indicada pelo Conselho Curador, à exemplo do que acontece nas Universidades.

Essas propostas consideram o histórico da instituição, que tem amargado um verdadeiro estado de retrocesso/estagnação, em função das inúmeras alterações em seu quadro de dirigentes, e a necessidade de um arranque da gestão da Secretaria no que se refere à gestão das áreas protegidas.

Importante lembrar que, desde o advento do SIEFLOR, em razão da insuficiência de planejamento e estruturação para receber a quase totalidade das Unidades de Conservação estaduais, instituiu-se, ainda que emergencialmente, a desenfreada criação de cargos em comissão.

Além disso, em consequência da tibieza da política ambiental do Estado, para dizer o mínimo destes últimos cinco anos, a Fundação carrega números tenebrosos:

·        entre 2011 e 2016, ou seja, em praticamente uma única gestão de governo, a instituição teve 4 (quatro) mudanças de Diretor Executivo, com casos de permanências inferiores a um ano;

·        no mesmo período os cargos de Diretores Adjuntos apresentaram 19 alterações, com destaque extremamente negativo para as três Diretorias Técnicas que em cinco anos sofreram 15 mudanças;

·        essa verdadeira turbulência político/administrativa teve nefastos reflexos na cadeia hierárquica dos cargos de gerentes e gestores, que apresentaram um número ainda maior de trocas, fragilizando a gestão das unidades de conservação e impactando significativamente o desenvolvimento e sucesso de metas e de inúmeros projetos;

·        não bastasse isso, em cinco anos a FF passou por 2 (duas) reestruturações organizacionais, nas quais setores/núcleos foram extintos num primeiro momento, recriados em um segundo e, em ambos os casos, o corpo técnico sequer foi consultado, fato que resultou em mudanças ineficazes e que não refletem as reais necessidades da instituição;

·        desorientada e sem uma política de Recursos Humanos como sendo fundamental para fortalecer seu funcionamento, a instituição ficou marcada pela vulnerabilidade política, por posturas autoritárias e sem diálogo por parte da Direção da FF, com uma ineficiente gestão de pessoas, sejam essas funcionárias do seu próprio quadro, terceirizadas ou à serviço nas Unidades, como no caso dos funcionários do Instituto Florestal, abrindo espaço para injustiças e perseguições pessoais;

Importante esclarecer que não se trata aqui de intenção de ingerência no poder delegado ao Conselho Curador ou à Secretária na indicação da lista tríplice, mas sim de buscar contribuir para o fortalecimento da gestão da Fundação e minimização de conflitos.

Infelizmente, decorridos um ano do novo mandato, ainda não podemos comemorar mudanças positivas: continuamos sendo alvo do Ministério Público por contratos terceirizados que oneram demasiadamente os cofres públicos; por nomeações políticas que desrespeitam os princípios da administração pública; pela ausência de discussão técnica de temas importantes, como Uso Público e concessões, Proteção, Regularização Fundiária e Interação Socioambiental, dentre outros; e, especialmente, pela instabilidade e desvalorização de todo o quadro de pessoal.

Portanto, reafirmamos nosso compromisso em contribuir com a transformação da Fundação Florestal, tornando-a uma instituição forte e valorizada.

Aproveitamos a oportunidade para desejar boa sorte aos Luis Fernando Rocha e José Eduardo Ismael Lutti, desejando que continuem apoiando nossa missão em seu lugar de origem, que é uma das instituições mais respeitadas neste país.

Secretária e Professora Patrícia Iglecias, Conselheiros, contamos com vosso apoio para mudar a situação das Unidades de Conservação paulistas, colocando-nos à disposição para uma discussão sadia, produtiva e franca, na qual esperamos, como único resultado, mudanças harmoniosas que contribuam para os objetivos sociais e ambientais das UC.



CONSELHO DE REPRESENTANTES DE FUNCIONÁRIOS DA
FUNDAÇÃO FLORESTAL


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Protocolado documento com recomendações para contratação de gestores

Desde a sua eleição, este CRF vem demonstrando sua preocupação com a função de gestor das Unidades de Conservação paulistas. Tal aspecto foi, inclusive, mencionado na carta entregue ao governador, em dezembro de 2014.

Nesse sentido, buscando promover a reflexão de temas técnicos e ampliar a participação dos funcionários em questões importantes para a conservação e gestão das UCs, o CRF-FF se propôs a debater as seguintes questões: “Existe um perfil ideal de gestor de Unidade de Conservação? Quem é o gestor que queremos para nossas unidades? ”

Tal discussão ocorreu no âmbito do projeto Recomendações Técnicas, desenvolvido pelo Conselho.

O documento gerado apresenta uma série de recomendações e sugere que a Fundação Florestal adote critérios para a seleção e contratação de gestores de unidades de conservação.

A Recomendação foi protocolada à presidência do Conselho Consultivo do SIGAP e aos dirigentes da Fundação Florestal (Presidente, Diretor Executivo, Diretor Administrativo e Financeiro, e Gerente de Recursos Humanos).

Trata-se de uma importante referência para que os órgãos ambientais paulistas definam critérios públicos, transparentes e responsáveis para indicação e seleção de pessoal para a função de gestor de UC, tendo como base a qualificação técnica e a experiência na área, de modo a coibir conveniências político-partidárias e interesses escusos à conservação.

Acesse aqui o arquivo digital.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Informe da Assembleia (SINTAEMA)

Em assembleia promovida pelo Sintaema na tarde de 02 de fevereiro, os trabalhadores decidiram decretar “Estado de Greve”, em virtude do descaso e inércia da administração para com as reivindicações contidas na “Campanha Salarial 2015”. Está prevista a realização de ações para denunciar e imputar o sucateamento da instituição e das UCS, assim como a negação dos pleitos - por parte dos dirigentes da FF, SMA e governo estadual - da Campanha Salarial 2015.

Ficou definida nova assembleia
em 02 de março, para discussão da campanha Salarial 2016, onde será embutido o valor que nos foi negado neste presente momento.

O CRF defendeu que é necessária uma mobilização muito mais engajada e coesa neste novo ano, com a presença dos funcionários de UCs do interior e litoral para que a representação seja a mais próxima da realidade.

Para subsidiar o debate, na próxima assembleia, solicitamos que nossos companheiros  das UCs tragam informações consistentes sobre as condições de trabalho precárias –  já conhecidas e vividas em nosso cotidiano.

Nova assembleia dia 02 de março, às 12 horas. Compareçam!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Sintaema apresenta situação dos funcionários da FF durante a 336ª Reunião do CONSEMA

Confira no vídeo abaixo a participação do Conselheiro Jaelson Ferreira Neris, que representa os Sindicatos no Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA). Jaelson, que também é diretor do Sintaema, citou a necessidade de valorização e respeito aos funcionários da Fundação Florestal. 


O vídeo completo pode ser visualizado aqui.

CRF e Sindicato juntos na Luta!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Funcionários participam de Assembléia do SINTAEMA










Funcionários da Fundação Florestal reuniram-se em Assembléia, no dia 26 de outubro, na Sede do SINTAEMA/SP, para discutir a campanha salarial e outros assuntos de interesse dos trabalhadores.

Confira a matéria completa no site do Sindicato:
http://sintaemasp.org.br/noticias/fundacao-florestal-na-luta-pela-valorizacao-dos-trabalhadores

Estamos Juntos na Luta pela Valorização dos Trabalhadores!!!

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

SINTAEMA - EDITAL DE CONVOCAÇÃO - ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo – SINTAEMA, usando dos poderes que lhe confere o estatuto social, convoca os trabalhadores empregados da Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo – Fundação Florestal, que prestam serviço na base territorial do Estado de São Paulo para reunirem-se em Assembléia Geral Extraordinária, no próximo dia 27 de outubro de 2015, às 15:00 horas em primeira convocação, e às 15:30 horas, em segunda convocação, na sede do Sindicato, na Avenida Tiradentes, 1323 – Ponte Pequena – São Paulo – SP, com finalidade de deliberar sobre a seguinte ORDEM DO DIA: 1) Discussão sobre a Campanha Salarial; 2) Assuntos Gerais. São Paulo, 27 de outubro de 2015.


Rene Vicente dos Santos
= Presidente =

terça-feira, 29 de setembro de 2015

RESULTADO DA PESQUISA “COMO ESTÁ SEU VALE REFEIÇÃO?” É INDIGESTO

Desde o dia 11 de setembro está no ar a pesquisa sobre a situação do Vale Refeição da Good Card nas várias unidades da Fundação Florestal.

Especificamente, a pesquisa busca traçar um panorama sobre os problemas encontrados pelos funcionários na hora das refeições, como a disponibilidade de estabelecimentos que aceitam o cartão, se há e quais são os problemas encontrados ao utilizar o Good Card, se há um eventual acúmulo do benefício por conta da falta de estabelecimentos, se o valor recebido no benefício é suficiente para todas as refeições (almoço) do mês, nos dias trabalhados, e se os funcionários têm sugestões sobre o assunto.



Segundo os resultados, 90% dos participantes afirmaram ser INSUFICIENTE o valor oferecido pela FF para o Vale Refeição. Esse resultado confirma a grande defasagem do benefício que recebemos, como já relatado na matéria “O almoço nosso de cada dia...que dificuldade!”.



A grande maioria dos participantes (94%) relatou problemas com o cartão (Gráfico 1). Sendo que grande parte dos problemas relatados se relacionava ao descadastramento de estabelecimentos que aceitam o cartão e com a falta de cadastramento de novos estabelecimentos.

Um grande problema, também relatado pela maioria dos funcionários, foi a escassez de restaurantes que aceitam o benefício no estado, considerando que a pesquisa recebeu respostas das regiões do interior, litorais e capital.

Outra questão foi a grande distância percorrida para encontrar um estabelecimento que aceite o cartão na hora do almoço. Alguns participantes informaram que o estabelecimento mais próximo à unidade de trabalho está há mais de 20km de distância!!!

Ademais, vários participantes observaram que os estabelecimentos credenciados, ou os que já o foram, alegam que a empresa Good Card possui taxas muito altas, não tem uma rede ampla de usuários e não paga os valores aos estabelecimentos nas datas definidas, sendo, portanto, difícil manter-se credenciado.

Vários relatos indicam que a rede credenciada da Good Card traz, em sua grande maioria, padarias e pizzarias, o que impossibilita ainda mais a utilização do Vale Refeição na hora do almoço. Em diversas regiões do estado, somente estabelecimentos dessas categorias foram encontrados pelos funcionários. O mapa disponível no site da empresa confirma essas informações (Mapa de Estabelecimentos).


Um total de 17% dos participantes relatou que não consegue utilizar o cartão e que, por isso, há um acúmulo do benefício. O quadro bastante limitado da rede credenciada da empresa é, provavelmente, o causador desse imblóglio. Outrossim, cerca de metade dos participantes afirma (49%) que a situação do cartão é precária e que são poucos os lugares que o aceitam.

Diversas sugestões de melhorias foram oferecidas pelos funcionários, como: a modernização do cartão, passando a ter chip, o que facilitaria o uso em outras máquinas, aumentado a segurança do mesmo; a realização de uma nova licitação, para a troca da empresa fornecedora do benefício; uma maior difusão para o credenciamento dos estabelecimentos e maior atenção quanto à aceitação da bandeira em diversos estabelecimentos entre os municípios onde estão abrangidas as Unidades de Conservação, não se restringindo à Sede em São Paulo; e o aumento do valor do benefício.

A pesquisa teve a participação de 90 funcionários.

O resultado da pesquisa reforça aquilo que o CRF vem procurando demonstrar, reiteradamente e através de informações claras: a FF precisa dar URGÊNCIA ao aumento do benefício e à revisão da situação da empresa contratada para oferecê-lo via cartão, dando a prioridade devida à saúde, bem estar e qualidade de vida dos trabalhadores da Fundação Florestal.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

COMO ESTÁ SEU VALE REFEIÇÃO?

Recebemos relatos sobre a piora no quadro de estabelecimentos (restaurantes) que aceitam o Vale Refeição da Good Card, deteriorando ainda mais uma situação que já não era boa.

Considerando isso, procuramos descobrir o tamanho da questão, que afeta a nós todos na hora do almoço e das demais refeições.

Portanto, criamos um questionário online para que todos possam ajudar a entender e procurar soluções para esse problema.

Leva menos de cinco minutos para respondê-lo, é bem rápido!

O questionário está disponível no link: https://docs.google.com/forms/d/1UujdESegmYqRK60s1U1Wn9bNntGx3sGgqBilJ3eBniY/viewform

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A gota... ou melhor... o balde d’água fria

É com pesar que constatamos no Diário Oficial de sexta-feira, 4 de setembro de 2015, a recontratação do dentista Carlos Scandiuzzi para o cargo de chefe de unidade de conservação da Fundação Florestal.

Esse mesmo dentista foi denunciado pela reportagem do Estadão como um dos casos de aparelhamento político da nossa instituição.

Para alívio imediato, nesta quinta-feira, saiu a publicação no Diário Oficial da rescisão contratual. Menos mal que o erro tenha sido corrigido.

Entretanto, esse episódio causa desmotivação e descrédito dentro da instituição, pois após um período conturbado, acreditamos que essa nova gestão aparentava estar preocupada com critérios para contratação de funcionários.

É sabido que a admissão de um funcionário percorre (ou deveria percorrer), no mínimo, três setores da Fundação Florestal, a saber:
  1. Diretoria Regional/ Gerência – que seleciona o funcionário mais apto a assumir a gestão de uma UC;
  2. Diretoria Administrativa- financeira / Gerência de recursos Humanos – que solicita documentação entre outros trâmites administrativos, e analisa a contratação;
  3. Diretoria Executiva – que concorda e efetiva a contratação.
Em uma análise simplista, após esse fato, fazemos as seguintes perguntas:
  1. Nesses diferentes setores não foram identificados os problemas tão evidentes nessa recontratação?
  2. O Diretor Executivo não foi alertado do histórico estritamente político do cidadão, para um cargo que deveria ser essencialmente técnico?
Temos aqui um grave problema estrutural dentro da instituição, que como pudemos observar, independe das boas intenções de quem ocupa a cadeira de Diretor Executivo, podendo ser efetivamente corrigida apenas com a institucionalização de critérios para a contratação de cargos comissionados.

Não é à toa que os funcionários incluíram em sua Campanha Salarial o eixo 4, que reivindica: definição de critérios técnicos, públicos, transparentes e responsáveis para a contratação de cargos comissionados.

Após esse tapa na cara de todos os funcionários que ainda acreditam na instituição, já era hora da direção da Fundação Florestal assumir uma postura mais propositiva em relação à esse item, que não depende de orçamento ou recursos financeiros para implantação.

Depende apenas de um posicionamento firme e diligente, com o qual estamos dispostos a colaborar.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Qualificaç​ão​ técnica ou conveniência política? Qual será o rumo da FF?​

O CRF recebeu uma denúncia ​de ​que o dentista Carlos Scandiuzzi será recontratado para o cargo de Gestor de UC na região de Ribeirão Preto.

É importante relembrar que Scandiuzzi foi​ um dos​ citados na matéria do Estadão​ sobre o aparelhamento político de cargos da Fundação Florestal​   (​relembre aqui​)​ e foi demitido pela ex-Diretora Executiva, Dra. Lídia Passos.

Não é sem razão que um dos eixos da Campanha Salarial é a definição de critérios técnicos, públicos, transparentes e responsáveis para a contratação de cargos comissionados na instituiçãoTendo em vista os enormes prejuízos que ações como essa podem causar, pois fragilizam ainda mais a gestão das UC, desmotivam o corpo funcional da instituição e implicam na utilização de recursos públicos de forma questionável, esperamos que a direção da FF e da SMA não permitam que isso aconteça. A conservação ambiental e a sociedade paulista agradecem.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade quebra recorde de mudanças de gestores

Dados obtidos e analisados pelo CRF mostram que a única Floresta Estadual administrada pela FF, Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade (FEENA), sofreu mais de 10 mudanças nos últimos 5 anos, o que representa uma média de permanência de menos de 8 meses entre cada passagem de gestor. A última mudança ocorreu no dia 6 de agosto, através da Portaria FF nº 128, de 5-8-2015, que nomeou o Sr. Gabriel Ribeiro Castellano para a função de gestor da UC.

Essas informações revelam um lado preocupante sobre a gestão das UC em São Paulo: a inexistência de estratégias para garantir a estabilidade do gestor na sua função, seja em cargos de comissão ou permanente, algo que causa enormes danos para a gestão.

O atual modelo revela que o formato de contratação não garante as condições mínimas para a realização deste trabalho, que envolve a necessidade e o estabelecimento de relações de confiança, aprendizagem e conhecimentos específicos. Além disso, coloca o funcionário em situações de fragilidade profissional quando da necessidade de posicionamentos conflituosos, como em casos de licenciamento ambiental, por exemplo.

É por isso que o CRF vem solicitando mudanças estruturais que garantam as mínimas condições de trabalho a esses trabalhadores, que cumprem uma das mais importantes funções no processo de gestão de UC.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Resultado da pesquisa “O seu futuro na Fundação Florestal” é preocupante

Desde o dia 13 de agosto de 2015 está no ar uma pesquisa online sobre o futuro profissional na Fundação Florestal, realizada pelo CRF. Especificamente, a pesquisa busca traçar um panorama sobre quantos funcionários da FF pretendem prestar outros concursos de órgãos ambientais, esvaziando ainda mais a Fundação e possibilitando a migração para instituições federais e outras que venham oferecer condições mais dignas de trabalho. A pesquisa foi lançada no post Extra, extra... concurso à vista!!!

De acordo com os resultados, TODOS os participantes (22) afirmaram que sairiam da Fundação Florestal caso aprovados em outros concursos.

Desse total, 90% trabalha há menos de 5 anos na instituição e a maioria pretende participar dos concursos do IBAMA, ICMBio e MMA, previstos para 2016.

Alguns participantes da pesquisa, porém, demonstraram interesse em continuar na FF, sendo necessário, para isso, que as condições de trabalho melhorem.

O resultado da pesquisa reforça aquilo que o CRF vem procurando demonstrar, reiteradamente e através de informações claras, aos interessados em criar e fortalecer um Sistema de Gestão de Áreas Protegidas Paulistas: a conservação ambiental passa, necessariamente, pela valorização profissional e construção de uma instituição sólida.

Esperamos que a Direção da FF, a Secretaria do Meio Ambiente estadual e o Governo do Estado estejam atentos a essa situação e mobilizem esforços para mudar este quadro nada animador.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Conversas sobre o PL 249/13 aconteceram no litoral norte

Manifestações no município de Ubatuba
Aconteceram, durante essa semana, duas Rodadas de Conversa no litoral norte de São Paulo, especificamente em Ilhabela e Ubatuba, sobre o Projeto de Lei nº 249/2013, que concede áreas de unidades de conservação para a iniciativa privada.

O CRF recebeu informações de que as reuniões envolveram debates intensos sobre o tema, especialmente porque nesses municípios as Unidades de Conservação possuem grande importância para o turismo (veja texto publicado no site InforMar Ubatuba).

Essas discussões, que deveriam ser estimuladas nas instituições que fazem parte do Sistema Ambiental Paulista, como a Fundação Florestal, além de outras localidades, são momentos muito importantes para que o governo estadual esclareça qual projeto possui para as unidades de conservação paulistas. Projeto esse que, frise-se, está muito além das concessões.

Isso porque, aprovar a concessão de serviços relacionados ao uso público (como se veiculou nas rodadas de conversa, mas que não é o que se encontra no projeto de lei) não resolverá os problemas estruturais enfrentados pelo importante patrimônio ambiental paulista que é protegido pelas UC.


O CRF tem alertado os dirigentes sobre essas questões, apontando possíveis soluções, com destaque para a valorização dos funcionários.

Apenas para citarmos um exemplo, a remuneração inicial de um guarda-parque da Fundação Florestal, hoje, é de apenas R$ 788,00 - valor menor que o Piso Salarial Regional do Estado de São  Paulo, que é hoje de R$905,00 (criado por Lei 12.640/2007).

Em todo mundo essa função possui grande importância nos Sistemas de Áreas Protegidas. No entanto, em SP, a Fundação Florestal possui pouco mais de 50 funcionários atuando nessa função (apesar das UC cobrirem cerca de 18% do território do Estado).

Nesse sentido, a realização de concurso público é premente. Mas, para isso, é preciso que, antecipadamente e com planejamento, inicie-se a valorização desta e de outras carreiras existentes na FF - através de um piso salarial menos defasado e de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários.

O CRF parabeniza os participantes das Rodadas de Conversa que demonstraram sua preocupação com esses importantes territórios e se coloca à disposição para contribuir com o debate.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Concurso de 2010 - a esperança de um futuro... #sqn

Concurso Fundação Florestal - 2010... a esperança de um futuro promissor trabalhando junto a um dos mais (se não o mais) importantes Sistema de Áreas Protegidas do país!!!

Infelizmente não foi bem assim. De acordo com informações obtidas pelo CRF, das 117 vagas ofertadas, 33,33% estão ociosas. Pior: dessas 39 vagas, 28 nem sequer foram preenchidas, sendo que as outras 11 foram perdidas por desistência dos funcionários (veja quadro ao lado). Como explicar esse fenômeno?

Um dos problemas reside no baixo piso salarial da Fundação Florestal. Em qualquer instituição, um salário inicial baixo gera descontentamento e desmotivação dos funcionários, ao longo do tempo. E na Fundação isso só se agrava, dado que o piso é risório. O resultado, perverso para a instituição e para a conservação ambiental, é a saída dos funcionários, gerando alta rotatividade e até a perda das vagas. Foram diversos os casos, entre técnicos e analistas, que desistiram da vaga após serem aprovados em outro concurso.

Outro problema relacionado ao piso salarial baixo é o círculo vicioso que esse fato gera. Imagine se tivermos a perspectiva de realização de novos concursos - algo extremamente necessário - com esses salários? Não seria mais adequado e coerente resolver a situação atual do quadro de funcionários, valorizando-o e o adequando às características do mercado e de outras instituições públicas? Realizar novo concurso, sem ajustar o piso salarial, só irá repetir e agravar o problema, gerando mais esvaziamento e decepções com a instituição.

Se você tiver algum material que pode contribuir com esse debate, por favor, encaminhe para crf.florestal@gmail.com

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Extra, extra... concurso à vista!!!

Extra, extra...


Como tem sido circulado entre os funcionários, está prevista para o próximo ano a realização de concursos para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) e o para o Ministério do Meio Ambiente (MMA). As instituições encaminharam pedidos de concursos ao Ministério do Planejamento, totalizando 1.222 vagas em cargos dos níveis médio e superior. De acordo com as informações, as remunerações iniciais chegam a R$7.675,45.

Segundo o blog "euvoupassar", o Ibama solicitou 680 vagas, sendo 500 para analista ambiental e 180 para analista administrativo, funções que exigem nível superior. Já o ICMBio pediu 422 vagas, sendo 312 para a primeira função, 40 para a segunda, além de outras 90 para técnico administrativo, que requer o nível médio. O MMA também pretender abrir 100 vagas na função que exige o ensino médio. Para a vaga de técnico, o vencimento inicial é de R$3.627,72. Já para os analistas, os rendimentos iniciais são de R$7.675,45. Ambos somados o auxílio-alimentação de R$373.

O que acham da proposta? Diferente das condições atuais da Fundação Florestal? Esse é um dos motivos que fazem o CRF ressaltar, constantemente, a necessidade de valorização dos servidores. Somente dessa forma será possível manter e fortalecer uma rede de conhecimentos sobre as UC paulistas. Sem isso, a instituição corre sério risco de perder um número ainda maior de profissionais que escolheram (ou podem no futuro escolher) atuar no Sistema Ambiental Paulista. Se a Fundação Florestal não repensar a forma de valorizar seus funcionários, quantos funcionários perderemos para as instituições federais e outras que vierem a oferecer condições mais dignas de trabalho?

Contribua com a pesquisa para sabermos quantos funcionários poderão deixar a FF no próximo ano.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Por que vestimos coletes?

O que é, o que é, um pontinho verde andando pelo Horto Florestal? Se você já viu essa cena, certamente deve ter se perguntado: por que será que esse pessoal está usando um colete verde fluorescente?

Não, não, o colete não é um adereço ou vestimenta para andar de bicicleta durante à noite. Ele é, na verdade, uma das estratégias adotadas pelos funcionários da Fundação Florestal para mostrar que estamos em Campanha Salarial.

Campanha salarial que passa pelas questões financeiras, sim, mas vai muito além! Defendemos a valorização e o respeito aos funcionários da Fundação Florestal porque, dia após dia, doamos grande parte de nossas vidas para construir e fortalecer do Sistema de Gestão de Áreas Protegidas do Estado de São Paulo, que ficou completamente abandonado nos últimos anos. E se é verdade que não temos todas as respostas para alcançar um Sistema de Áreas Protegidas eficaz, uma coisa é certa: não há sistema ou instituição séria que se sustente sem pessoas comprometidas, valorizadas e capacitadas.

Por isso, se você, funcionário da Fundação Florestal, ou simpatizante, concorda e quer participar dessa Campanha, está convidado a adquirir seu colete.

Porém, não basta adquirir! É preciso usar, explicar, falar sobre o assunto!!! Somente dessa forma poderemos conquistar algum avanço!!!

O colete custa R$ 10,00 (preço de custo) e pode ser encomendado pelo e-mail crf.florestal@gmail.com.

Participe e ajude a construir uma instituição forte e reconhecida! Só assim garantiremos a sobrevivência e a real implementação das Unidades de Conservação paulistas.




sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O almoço nosso de cada dia...que dificuldade!

Pesquisa realizada em março de 2015, divulgada e encomendada pela ASSERT- Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador -, demonstrou que o preço médio da refeição diária é de R$ 27,76. Esse valor corresponde ao almoço praticado por estabelecimentos comerciais na região sudeste, incluindo informações do interior, litoral, capital e região metropolitana de São Paulo.

A Fundação Florestal, por sua vez, paga o valor de, apenas, R$ 14,30/dia (ou R$314,60/mês) para alimentação de seus funcionários, que denota a grande defasagem do benefício que recebemos!

Considerando esses dados, o CRF apurou que, mensalmente, os funcionários da FF  precisam arcar com R$ 296,12 do seu próprio salário para se alimentar durante sua jornada laboral...

Para alguns poucos casos, esse valor pode não significar muito. Porém, para a maioria, esse valor é significativo. Por exemplo, para os cerca de 43 funcionários, entre técnicos, agentes e guardas-parque concursados, que receberam um salário inferior à R$ 900,00 em junho de 2015, esse valor corresponde a cerca de 1/3 dos seus salários - vide dados do Portal da Transparência de SP!!! É isso mesmo: 1/3 do salário mensal para se alimentar!!! Um absurdo, não???

É por esse motivo que o Sintaema, com o apoio do CRF, solicitou na Pauta da Campanha Salarial 2015 o valor de R$ 37,00 (trinta e sete reais) para o vale-refeição. Contudo, em que pese a preocupação demonstrada pelo Diretor Executivo com o valor irrisório do vale, e de sua tentativa em aumentar o atual valor, a resposta foi desanimadora. Vemos, assim, a atenção e prioridade dadas à saúde, bem estar e qualidade de vida dos trabalhadores da Fundação Florestal pelo Governo do Estado.

Confira na tabela abaixo a defasagem:

Valor da Pesquisa
Valor Pago pela FF
Diferença
R$ 27,76 /dia
R$ 14,30 / dia
R$ 13,46 / dia
R$ 610,72 / mês
R$ 314,60 / mês
R$ 296,12 / mês

Veja link da pesquisa abaixo.

https://drive.google.com/file/d/0B_qsXZIGo8u_OGlPS1ZXNWtxUEU/view

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

CRF agenda reuniões com Diretor Executivo

No dia 14 de julho o CRF protocolou carta na Diretoria Executiva visando solicitar uma reunião para apresentação dos trabalhos desenvolvidos pelo Conselho, além de um calendário de reuniões para estreitar a relação com a Diretoria.

Nesse sentido, o Dr Luís Fernando Rocha respondeu prontamente à solicitação, informando que as reuniões serão mensais, conforme previsão abaixo:
  1. 05/08/2015 às 15h30
  2. 02/09/2015 às 15h30
  3. 07/10/2015 às 15h30
  4. 04/11/2015 às 15h30
  5. 02/12/2015 às 15h30
Para a primeira reunião, que ocorreu ontem (dia 05 de agosto de 2015), foi estabelecida a seguinte pauta: 1) Apresentação e discussão da Campanha Salarial 2015, conforme os eixos estabelecidos.

Na reunião os integrantes do CRF fizeram uma apresentação ao DE (que pode ser visualizada aqui), na qual demonstraram os motivos, informações e constatações que culminaram na definição dos eixos. Também foi ressaltada a importância de se levar adiante a sua implantação e consequências negativas como a desmotivação e evasão dos funcionários.

Luís Fernando mostrou-se sensibilizado com as solicitações e afirmou que já vem buscando encaminhar alguns pleitos, entre eles:

- Reajuste do vale refeição;

- Reposição salarial de 7%;

- Concurso público para guardas-parques e função de gestor de UC.

O CRF avalia que essas ações são importantes e demonstram o compromisso assumido pelo Diretor durante sua posse. No entanto, ressalta que apenas a reposição salarial de 7%, bem como a perspectiva de abertura de concurso sem a implantação de um piso salarial decente e condizente com os valores de outras instituições públicas, somente ocasionará um aumento das desigualdades salariais existentes na FF, persistindo o cenário de desmotivação, esvaziamento e consequente enfraquecimento da instituição.

Também participou da reunião José Toledo Marques Neto, Diretor Administrativo e Financeiro.

Funcionários acompanham posse do Diretor Geral do IF

Os funcionários da Fundação Florestal marcaram presença durante a cerimônia de posse do novo Diretor Geral do Instituto Florestal, Dr. Edgar Fernando de Luca, que ocorreu nesta quinta-feira, 06 de agosto.

A Fundação Florestal foi representada pelo  nosso Presidente, Sr. Ítalo Pompeo Sérgio Mazzarella, que ressaltou a importância de integração entre as instituições, que são “irmãs”.

Ítalo também destacou a importância que o CRF e os funcionários das instituições possuem na construção do futuro do Sistema Ambiental paulista.

O CRF deseja bons trabalhos ao novo Diretor, com o desejo de que as instituições possam se integrar com o objetivo de conservar o patrimônio ambiental paulista.