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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O CRF vem esclarecer alguns fatos referentes aos rumores da transferência de local de trabalho dos funcionários sediados no Horto Florestal.

Durante a visita do recém empossado Secretário Estadual de Meio Ambiente, Ricardo Salles, membros do CRF tiveram a oportunidade de expor uma carta e apresentar algumas instalações, o salão da Diretorias Técnicas e o prédio da DAF. O Secretário também visitou diferentes instalações do IF e infelizmente não visitou, ainda, a casa 32, onde as condições laborais estão há certo tempo inadequadas e insalubres (para não dizer péssimas).

Na reunião convocada pelo DE no último dia 9, também com intenção de sanar boatos de que o Secretário pretende transferir a sede da FF para outro endereço, o Diretor Executivo - Dr. Paulo Santos Almeida, informou que uma das primeiras iniciativas do Secretário foi, de fato, iniciar um estudo para melhoria da eficiência da gestão pública da SMA, na qual entre as propostas em análise está a possibilidade de transferência dos órgãos - IG, IF, FF - para outro endereço, a fim de que melhor se integrem.

Ocorre que, por maledicência ou falta de informação, alguns funcionários têm atribuído tal fato às ações do CRF. É evidente a inexistência de qualquer fundamento nessa afirmação.

Diante do exposto, esclarecemos aos funcionários que, nesse processo, o CRF nada mais fez do que cumprir seu papel em busca de melhores condições de trabalho para todos.

É preciso evidenciar ainda que a situação em que nos encontramos é reflexo da falta de compromisso, do desrespeito com os funcionários, e do descaso com a instituição. Situação essa que esperamos seja revertida pelo Secretário.

Por fim, seja qual for a situação que se apresente, o CRF continuará em busca das melhores condições de trabalho para os funcionários que dedicam suas vidas para a instituição e seguem firmes na batalha.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Carta aberta sobre a ameaça de desmonte da Educação Ambiental no Estado de São Paulo - AEAESP

Entendendo a gravidade do momento, este CRF publica a "Carta aberta sobre a ameaça de desmonte da Educação Ambiental no Estado de São Paulo" da Associação dos Especialistas Ambientais do Estado de São Paulo – AEAESP e os Executivos Públicos Associados do Estado de São Paulo - EPAESP.

Carta aberta sobre a ameaça de desmonte da Educação Ambiental no Estado de São Paulo

A Associação dos Especialistas Ambientais do Estado de São Paulo – AEAESP e os Executivos Públicos Associados do Estado de São Paulo - EPAESP vêm a público manifestar preocupação com a ameaça de desmonte da Educação Ambiental no Estado de São Paulo e, em última análise, da Política Ambiental no Estado.

Em anúncio realizado pelo Secretário Adjunto da SMA, em 24 de agosto de 2016, foi manifestada a intenção de remanejar o corpo técnico da Coordenadoria de Educação Ambiental - CEA para a Coordenadoria de Fiscalização Ambiental e CETESB, a fim de contemplar as demandas e prioridades estabelecidas pela atual gestão do Secretário do Meio Ambiente, Sr. Ricardo Salles: fiscalização e licenciamento.

A forma abrupta e premente como o anúncio foi realizado; a falta de orientações para os funcionários sobre os possíveis impactos dessas mudanças nos seus direitos, benefícios e no desenvolvimento na carreira; além da demonstração de uma iminente redução da complexa agenda ambiental existente no Sistema Ambiental Paulista a uma única perspectiva de comando e controle, bem como a falta de informações sobre a continuidade dos trabalhos desenvolvidos pela CEA e sobre a efetivação de suas atribuições legais; reforçam a apreensão sobre os riscos de enfraquecimento do quadro técnico da secretaria e de uma possível desestruturação e desarticulação das políticas ambientais em vigor na Pasta.
  
Promover a Educação Ambiental e a conscientização pública para a preservação, conservação e recuperação do meio ambiente, assegurada a participação da coletividade, é dever do Poder Público, instituído pelas Constituições Federal e Estadual e pelas Políticas Nacional e Estadual de Educação Ambiental. No Estado de São Paulo e na estrutura do Sistema Ambiental Paulista, esta obrigação está sob a responsabilidade da CEA, conforme Decreto nº 57.933/12.

A CEA é, portanto, o órgão que tem como principal atribuição promover a execução da Política Estadual de Educação Ambiental (Lei nº 12.780/2007), tendo o papel fundamental de integrar e articular as políticas públicas para a educação ambiental no Estado.

Atualmente, as ações da CEA envolvem, entre outras: a elaboração e coordenação do Programa Estadual de Educação Ambiental na Gestão de Resíduos Sólidos; a articulação para implementação de ações no Plano de Trabalho Integrado com a Fundação Florestal, voltado às unidades de conservação, conselhos e capacitação de gestores de UC; o apoio aos municípios para o desenvolvimento de diretrizes e ações de educação ambiental; a Comissão Permanente de Educação Ambiental, com a participação de todos os órgãos do Sistema Ambiental Paulista, a articulação com os Comitês de Bacia Hidrográficas, sendo, ainda, agente técnico do FEHIDRO para análise de projetos de educação ambiental custeados com recursos do fundo; além do atendimento contínuo ao público, com informações, orientações e doações de publicações na área ambiental.

No último ano, a CEA retomou o processo para regulamentação da Política Estadual de Educação Ambiental, com vistas a: instituir o órgão gestor da Política, a ser compartilhado entre a SMA e a Secretaria de Estado da Educação; criar uma Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental, com a participação da sociedade civil; e discutir a implementação de um Programa Estadual de Educação Ambiental.

É importante lembrar que o restabelecimento da Educação Ambiental com status de Coordenadoria na SMA, em 2008, foi fruto de conquistas históricas no âmbito do Sistema Ambiental, referendadas pela luta de um movimento de participação e envolvimento da sociedade civil e do poder público para construir uma política pública de educação no Estado. Abrir mão deste processo é um retrocesso e representa a falta de compreensão sobre a importância da educação ambiental em um sistema de meio ambiente sério e legítimo, enfraquecendo ou podendo inviabilizar suas ações.

O cenário que se desenha sob a atual gestão da Secretaria, a partir deste episódio, nos coloca em situação de alerta e suspeita sobre os rumos que serão dados à Política Ambiental no Estado de São Paulo e, ainda, nos direciona a observar estas ações sob a ótica dos princípios da administração pública, como a legalidade, a moralidade, a razoabilidade, a continuidade e o interesse público.

A AEAESP e a EPAESP, neste sentido, contam com a mobilização e o apoio de toda a coletividade e estão empenhadas para que os direitos dos servidores públicos sejam garantidos e as conquistas da sociedade para a construção coletiva do direito ao meio ambiente sadio sejam pautadas por valores democráticos e éticos, em salvaguarda da justiça ambiental e da transparência no trato da coisa pública.

Associação dos Especialistas Ambientais do Estado de São Paulo - AEAESP
Executivos Públicos Associados do Estado de São Paulo - EPAESP

terça-feira, 19 de julho de 2016

CRF entrega carta ao novo Secretario de Meio Ambiente

O CRF entregou na tarde desta terça-feira uma carta ao recém-empossado Secretario de Meio Ambiente, Ricardo de Aquino Salles. A carta foi lida pelo vice-coordenador do CRF, Hélio dos Santos, na apresentação do novo Secretário aos funcionários da Fundação Florestal e do Instituto Florestal.

Confira o vídeo abaixo:



Confira o vídeo completo da apresentação do novo Secretário clicando aqui.

terça-feira, 5 de julho de 2016

O evento de 30 anos da Fundação Florestal


No dia 01 de julho, nosso CRF presenciou a celebração oficial dos relevantes 30 anos de aniversário da Fundação Florestal e consideramos não emitir opinião quanto ao evento, pois quem esteve lá deve ter suas próprias conclusões.
No entanto, é importante lembrar que os sites da Fundação Florestal, assim como o da Secretaria do Meio Ambiente, não deram o devido destaque ao acontecimento, afinal é uma longa jornada. Estranhamente, não vimos a imprensa, instituições públicas (exceção do IF), academia, entidades ambientalistas, conselheiros de Ucs da sociedade civil e muito menos a população tradicional.

Inicialmente, o CRF solicitou espaço para ler uma carta dos funcionários nesta data tão significativa e simbólica, apesar de não ter recebido convite a participar. Nosso pedido foi negado, mas a secretária Dra. Patrícia Iglecias aceitou uma conversa com os funcionários após o evento.
Nesta conversa, o CRF leu a carta (disponível aqui) que expressa um pouco do sentimento de quem trabalha e constrói a história da conservação ambiental de nossa instituição há 30 anos, sempre com a expectativa de reconhecimento institucional por nossas atividades profissionais. A secretária informou que vai se reunir com o governador e levará nossa carta consigo, estabelecendo que uma reunião será agendada com os funcionários no mês de agosto.
A secretária foi informada pelo CRF que nosso pleito do dissídio coletivo ainda encontra-se na FF, apesar do Diretor Administrativo ter informado das condições favoráveis para efetivação do reajuste salarial  com recursos próprios, oriundos da comercialização de madeira. Prontificou-se a se empenhar pessoalmente em tentar resolver esta questão, inclusive junto ao próprio governador. 

Solicitamos que seu empenho deve ser constante e persistente, empunhando o processo e levando às diferentes esferas de governo, para que não se repita o que ocorreu no ano passado quando não obtivemos qualquer correção.

Mais uma vez tentamos sensibilizar nossos dirigentes para a importância de fortalecer nossa instituição, reconhecendo e valorizando o corpo funcional que faz a conservação ambiental nas UCs paulistas.

Continuamos aguardando...

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Discursos realizados na posse do Dr. Paulo Santos de Almeida - Diretor Executivo da Fundação Florestal - 19/04/2016


Confira abaixo os discursos realizados durante a Cerimônia de Posse do Dr. Paulo Santos de Almeida - novo Diretor Executivo da Fundação Florestal - 19/04/2016.








Obs.: Em virtude de deficiências do equipamento, existem pequenos trechos de corte nos registros.

quarta-feira, 16 de março de 2016

CARTA CRF Nº 003/2016 - Ref.: SUCESSÃO NA DIREÇÃO DA FUNDAÇÃO FLORESTAL

CARTA CRF Nº 003/2016               São Paulo, 11 de março de 2016

PARA:

Excelentíssima Secretária Patrícia Iglecias
Excelentíssimos Membros do Conselho Curador da Fundação Florestal
Excelentíssimos Membros do Conselho do SIGAP

Ref.: SUCESSÃO NA DIREÇÃO DA FUNDAÇÃO FLORESTAL

Prezado(a)s Senhore(a)s,

Considerando:

·             a decisão do Supremo Tribunal Federal do dia 9 de março de 2016, que proíbe procuradores e promotores do Ministério Público de ocuparem cargos públicos no Poder Executivo, exceto para exercer a função de professor, e tendo em vista que, de acordo com notícia veiculada pela Folha de São Paulo, essa regra “terá impacto em vários governos estaduais e municipais" (http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/03/1748149-maioria-do-stf-vota-para-anular-nomeacao-de-novo-ministro-da-justica.shtml);

·             que houve impacto imediato no Estado do Mato Grosso, conforme notícia veiculada pelo jornal “Olhar Jurídico”, às 18:37 (http://www.olhardireto.com.br/juridico/noticias/exibir.asp?noticia=votacao-do-stf-tira-tres-secretarios-de-mt-taques-diz-que-decisao-se-cumpre&id=31398);

·             o teor da decisão que enfatiza que “ao exercer cargo no Poder Executivo, o membro do Ministério Público passa a atuar como subordinado ao chefe da administração. Isso fragiliza a instituição, que pode ser potencial alvo de captação por interesses políticos e de submissão dos interesses institucionais a projetos pessoais de seus próprios membros” (Gilmar Mendes), como visto na notícia do site do Supremo Tribunal Federal, em 09/03/2016 (http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=311720);

·             a notícia do mesmo jornal Folha de São Paulo, as 21h21, de que “...um dirigente da Fundação Florestal, ligada à Secretaria do Meio Ambiente, que já pediu demissão" (http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/03/1748215-decisao-do-stf-sobre-ministro-da-justica-desfalcara-8-governos-estaduais.shtml)

O Conselho de Representantes dos Funcionários da Fundação Florestal, entendendo que o atual Diretor Executivo, Luis Fernando Rocha, deverá se desligar de sua função nesta instituição, caso opte em permanecer em seu cargo de Promotor no Ministério Público, vem à presença de V.Sas. solicitar o que segue, levando em conta o trâmite processual necessário à nomeação do novo Diretor Executivo pelo Sr. Governador do Estado:

·             que os candidatos tenham, obrigatoriamente, em seu perfil, além de capacidade técnica reconhecida na área socioambiental, características como habilidade gerencial, espírito público e democrático, abertura ao diálogo, compromisso com a conservação das áreas protegidas e com o fortalecimento institucional, bem como, experiência na Administração Pública;

·             que os funcionários possam participar na composição da lista tríplice a ser indicada pelo Conselho Curador, à exemplo do que acontece nas Universidades.

Essas propostas consideram o histórico da instituição, que tem amargado um verdadeiro estado de retrocesso/estagnação, em função das inúmeras alterações em seu quadro de dirigentes, e a necessidade de um arranque da gestão da Secretaria no que se refere à gestão das áreas protegidas.

Importante lembrar que, desde o advento do SIEFLOR, em razão da insuficiência de planejamento e estruturação para receber a quase totalidade das Unidades de Conservação estaduais, instituiu-se, ainda que emergencialmente, a desenfreada criação de cargos em comissão.

Além disso, em consequência da tibieza da política ambiental do Estado, para dizer o mínimo destes últimos cinco anos, a Fundação carrega números tenebrosos:

·        entre 2011 e 2016, ou seja, em praticamente uma única gestão de governo, a instituição teve 4 (quatro) mudanças de Diretor Executivo, com casos de permanências inferiores a um ano;

·        no mesmo período os cargos de Diretores Adjuntos apresentaram 19 alterações, com destaque extremamente negativo para as três Diretorias Técnicas que em cinco anos sofreram 15 mudanças;

·        essa verdadeira turbulência político/administrativa teve nefastos reflexos na cadeia hierárquica dos cargos de gerentes e gestores, que apresentaram um número ainda maior de trocas, fragilizando a gestão das unidades de conservação e impactando significativamente o desenvolvimento e sucesso de metas e de inúmeros projetos;

·        não bastasse isso, em cinco anos a FF passou por 2 (duas) reestruturações organizacionais, nas quais setores/núcleos foram extintos num primeiro momento, recriados em um segundo e, em ambos os casos, o corpo técnico sequer foi consultado, fato que resultou em mudanças ineficazes e que não refletem as reais necessidades da instituição;

·        desorientada e sem uma política de Recursos Humanos como sendo fundamental para fortalecer seu funcionamento, a instituição ficou marcada pela vulnerabilidade política, por posturas autoritárias e sem diálogo por parte da Direção da FF, com uma ineficiente gestão de pessoas, sejam essas funcionárias do seu próprio quadro, terceirizadas ou à serviço nas Unidades, como no caso dos funcionários do Instituto Florestal, abrindo espaço para injustiças e perseguições pessoais;

Importante esclarecer que não se trata aqui de intenção de ingerência no poder delegado ao Conselho Curador ou à Secretária na indicação da lista tríplice, mas sim de buscar contribuir para o fortalecimento da gestão da Fundação e minimização de conflitos.

Infelizmente, decorridos um ano do novo mandato, ainda não podemos comemorar mudanças positivas: continuamos sendo alvo do Ministério Público por contratos terceirizados que oneram demasiadamente os cofres públicos; por nomeações políticas que desrespeitam os princípios da administração pública; pela ausência de discussão técnica de temas importantes, como Uso Público e concessões, Proteção, Regularização Fundiária e Interação Socioambiental, dentre outros; e, especialmente, pela instabilidade e desvalorização de todo o quadro de pessoal.

Portanto, reafirmamos nosso compromisso em contribuir com a transformação da Fundação Florestal, tornando-a uma instituição forte e valorizada.

Aproveitamos a oportunidade para desejar boa sorte aos Luis Fernando Rocha e José Eduardo Ismael Lutti, desejando que continuem apoiando nossa missão em seu lugar de origem, que é uma das instituições mais respeitadas neste país.

Secretária e Professora Patrícia Iglecias, Conselheiros, contamos com vosso apoio para mudar a situação das Unidades de Conservação paulistas, colocando-nos à disposição para uma discussão sadia, produtiva e franca, na qual esperamos, como único resultado, mudanças harmoniosas que contribuam para os objetivos sociais e ambientais das UC.



CONSELHO DE REPRESENTANTES DE FUNCIONÁRIOS DA
FUNDAÇÃO FLORESTAL


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Protocolado documento com recomendações para contratação de gestores

Desde a sua eleição, este CRF vem demonstrando sua preocupação com a função de gestor das Unidades de Conservação paulistas. Tal aspecto foi, inclusive, mencionado na carta entregue ao governador, em dezembro de 2014.

Nesse sentido, buscando promover a reflexão de temas técnicos e ampliar a participação dos funcionários em questões importantes para a conservação e gestão das UCs, o CRF-FF se propôs a debater as seguintes questões: “Existe um perfil ideal de gestor de Unidade de Conservação? Quem é o gestor que queremos para nossas unidades? ”

Tal discussão ocorreu no âmbito do projeto Recomendações Técnicas, desenvolvido pelo Conselho.

O documento gerado apresenta uma série de recomendações e sugere que a Fundação Florestal adote critérios para a seleção e contratação de gestores de unidades de conservação.

A Recomendação foi protocolada à presidência do Conselho Consultivo do SIGAP e aos dirigentes da Fundação Florestal (Presidente, Diretor Executivo, Diretor Administrativo e Financeiro, e Gerente de Recursos Humanos).

Trata-se de uma importante referência para que os órgãos ambientais paulistas definam critérios públicos, transparentes e responsáveis para indicação e seleção de pessoal para a função de gestor de UC, tendo como base a qualificação técnica e a experiência na área, de modo a coibir conveniências político-partidárias e interesses escusos à conservação.

Acesse aqui o arquivo digital.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

CARTA CRF Nº 063/2015 - Vulnerabilidade nas Unidades de Conservação

 CARTA CRF Nº 063/2015          São Paulo, 16 de dezembro de 2015.

Encaminhada em 16 de dezembro de 2015

PARA: Diretoria Executiva da Fundação Florestal
DE: Conselho de Representantes de Funcionários – CRF/FF
Ref.: Vulnerabilidade nas Unidades de Conservação

Senhor Diretor,

O CONSELHO de REPRESENTANTES de FUNCIONÁRIOS da FUNDAÇÃO FLORESTAL vem manifestar grande apreensão e preocupação, bem como solicitar providências imediatas dessa Diretoria Executiva, quanto aos fatos ocorridos na noite do último domingo, no Parque Estadual Caverna do Diabo.

Tal ocorrência vem ganhando destaque nos noticiários da região, assim como em alguns veículos de comunicação da capital. As reportagens falam de agressões a 2 (dois) funcionários, arrombamento de portas e janelas das edificações, roubo de armas e de valores monetários em espécie, além de fugirem os agressores dirigindo um veículo da Fundação, que posteriormente foi encontrado em estado lamentável de degradação.

Não é a primeira vez que nossos  gestores, vigias/guardas, além de outros funcionários, são agredidos no interior de nossas unidades, em pleno exercício de suas funções. É quase inerente às funções de gestão de unidades de conservação o enfrentamento de situações de conflito entre a conservação do patrimônio natural e interesses de grupos econômicos e, às vezes, grupos de interesses escusos.

No entanto, não podemos nos calar diante dos riscos de morte que correm os servidores que atuam diretamente na gestão das unidades de conservação, agravados pelas severas reduções das equipes destinadas, principalmente, às atividades de proteção do patrimônio natural.

Nossa segurança e condições de trabalho vêm sendo comprometidas dia a dia. É preciso estabelecer uma política institucional de reposição do quadro funcional, de tal forma que as substituições necessárias ocorram sem delinear um quadro de vulnerabilidade nas unidades totalmente indesejável.

Cabe lembrar que o quadro de vulnerabilidade instalado nas unidades vem sendo acompanhado pelo Ministério Público desde 2009, através da instauração de vários Inquéritos Civis que questionam a efetividade da gestão das unidades e da proteção do patrimônio ambiental, considerando a deficiência de pessoal e a infraestrutura inadequada e deficiente.

Vimos solicitar, portanto, urgência nos encaminhamentos referentes à recomposição, em caráter temporário, dos quadros de vigilância nas unidades e à realização de concurso público para reposição dos quadros necessários, além do estabelecimento de uma política institucional voltada à proteção das unidades de conservação sob a responsabilidade da Fundação Florestal.

-- 
Comissão Executiva
CONSELHO DE REPRESENTANTES DE FUNCIONÁRIOS
DA FUNDAÇÃO FLORESTAL - CRF/FF

quarta-feira, 25 de novembro de 2015